Os sentimentos não eram mais os mesmos... Até fossem, mas o toque havia mudado. Ele não estava presente ainda que estivesse ao meu lado. À distância estavam além do físico, às barreiras que separavam eram colunas e colunas de orgulho, de ressentimentos e cenas de brigas que machucavam o ego de ambos.
Era o fim. Não do amor, mas do relacionamento. Os outros me indagavam porque um amor tão lindo não tinha dado certo. O amor não constrói nada. Ele impulsiona, mas é fraco demais. O que adiantava amar e ser ciente que sofreríamos ao lado do outro. Que as discussões seriam diárias, que as palavras ditas perpetuariam, machucando, doendo e que quando isso chegasse a um limite, jogaríamos as faces do outro toda nossa mágoa, o quanto nos negamos para estarmos juntos.
Enlouqueci por momentos breves. Um filme formatava-se no inconsciente. Seu olhar ficou distante. Não senti mais suas mãos. O calor do seu corpo começou a ficar frio. O que lembro foi do adeus e suas costas andando em direção contrária, naquela camisa branca que tanto gostava. Você não vinha mais para mim. Seus passos caminhavam por outro rumo. E os meus mal sabiam para que lado andar...
Escrevendo Arts.
Liana Holanda
terça-feira, 11 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Invernos...
O frio alastra-se por entre as calçadas, nas casas, no vento que invadi o ônibus e refresca meu rosto, entrando nos poros. O outono traz novas formas e cores à fotografia paulistana. Uni as pessoas e as torna belas. Os casais de namorados ali na esquina estão mais juntos naquele beijo que esquenta. O carinho aumenta e a falta de um colo me domina. Aquele conforto que só que ama sabe que encontra no amante. É a friagem que pede companhia e abrigo para se aquecer nos corações apaixonados.
Aquele ar gélido carrega consigo as minhas melhores recordações adolescentes. Num instante me preenche com a saudade dos tempos que apaixonar significava distração. E que o amor juvenil seria eterno. Bem diz o poeta, eterno enquanto dure. Geralmente ficava meses perpetuando o sofrimento pelo amor não correspondido. Lembro-me e a risada disfarçada no canto da boca aparece. Como tudo é intenso aos 14 anos. Os hormônios entram em conflito e faz com que tudo tenha que correr contra o tempo. Um minuto é muito e tudo pode acontecer nele.
Ao meu lado, a menina com seu MP10 ouvi Cazuza. Ele canta “eu quero a sorte de um amor tranqüilo”... Eu também, penso enquanto a viagem não termina. Nem que só por hoje que a solidão vaga em mim, por mais que o ônibus esteja lotado com os corpos quase sobrepostos. Na realidade, sei que estes dias de frio é um tormento a uma alma apaixonada, que necessita de um amor, nem que seja instantâneo para preencher-se.
É, estou carente...
Aquele ar gélido carrega consigo as minhas melhores recordações adolescentes. Num instante me preenche com a saudade dos tempos que apaixonar significava distração. E que o amor juvenil seria eterno. Bem diz o poeta, eterno enquanto dure. Geralmente ficava meses perpetuando o sofrimento pelo amor não correspondido. Lembro-me e a risada disfarçada no canto da boca aparece. Como tudo é intenso aos 14 anos. Os hormônios entram em conflito e faz com que tudo tenha que correr contra o tempo. Um minuto é muito e tudo pode acontecer nele.
Ao meu lado, a menina com seu MP10 ouvi Cazuza. Ele canta “eu quero a sorte de um amor tranqüilo”... Eu também, penso enquanto a viagem não termina. Nem que só por hoje que a solidão vaga em mim, por mais que o ônibus esteja lotado com os corpos quase sobrepostos. Na realidade, sei que estes dias de frio é um tormento a uma alma apaixonada, que necessita de um amor, nem que seja instantâneo para preencher-se.
É, estou carente...
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Tuas linhas...
Tuas linhas
Suas formas
O traço de teu rosto.
O redondo dos olhos.
As curvas de tua boca.
O oval da face.
Guardei,
Desenhei na parede,
Pintei numa tela,
Aquarelei no meu quarto.
Descrevi na poesia,
Por que a lembranças podem apagá-las
Deforma-las.
Quero eu que sejam fieis
A Ultima Imagem sua
Que gravei em mim
Feito tatuagem.
Suas formas
O traço de teu rosto.
O redondo dos olhos.
As curvas de tua boca.
O oval da face.
Guardei,
Desenhei na parede,
Pintei numa tela,
Aquarelei no meu quarto.
Descrevi na poesia,
Por que a lembranças podem apagá-las
Deforma-las.
Quero eu que sejam fieis
A Ultima Imagem sua
Que gravei em mim
Feito tatuagem.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Noite de volúpias
Desejos carnais
Do querer pele sobre pele
Pulsações entre pulsações.
Eloquente dança entre nossos corpos
Da música das respirações ofegantes
do toque, dos tons dos beijos
descontrolados na auge da sinfonia.
Descobrir o som do teu prazer
No delírio da posse
Descobrir o teu corpo e o perfume novo
transpirados na carne.
O sabor quente do te ter.
Nesta noite onde os ventos trazem sensações
Minha cama é uma eterna solidão
A tua espera.
Desejos carnais
Do querer pele sobre pele
Pulsações entre pulsações.
Eloquente dança entre nossos corpos
Da música das respirações ofegantes
do toque, dos tons dos beijos
descontrolados na auge da sinfonia.
Descobrir o som do teu prazer
No delírio da posse
Descobrir o teu corpo e o perfume novo
transpirados na carne.
O sabor quente do te ter.
Nesta noite onde os ventos trazem sensações
Minha cama é uma eterna solidão
A tua espera.
15/02/09
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Adolescência.
O gosto da adolescência tocou-me
Das músicas coradas,
Amores platônicos tocáveis,
Lágrimas destas novas experiências,
De uma vida de pareceres,
Pareceu terminar ontem.
Tempo dos violões nas quadras,
Brincadeiras roubadas das aulas,
Cartas, como esta
Deixadas no caderno
Na última folha
Das matérias juvenis.
Das músicas coradas,
Amores platônicos tocáveis,
Lágrimas destas novas experiências,
De uma vida de pareceres,
Pareceu terminar ontem.
Tempo dos violões nas quadras,
Brincadeiras roubadas das aulas,
Cartas, como esta
Deixadas no caderno
Na última folha
Das matérias juvenis.
Tão únicos,iguais
Teus gestos resumem,
Os meus concluem
Uma teoria louca
Naturalmente encaixam-se.
A tua gargalhada dentro da minha,
Os teus olhos passam a inquietação dos meus.
As palavras soltas,
Casando...
É engraçado
Simplesmente
Querer definir
Suas linhas
No teu rosto.
Porque inteiramente completam -se
Eu e tu
Nós.
Melado?O é ,
Mas todo amor é doce
E eu sou uma formiga a tua procura.
Teus gestos resumem,
Os meus concluem
Uma teoria louca
Naturalmente encaixam-se.
A tua gargalhada dentro da minha,
Os teus olhos passam a inquietação dos meus.
As palavras soltas,
Casando...
É engraçado
Simplesmente
Querer definir
Suas linhas
No teu rosto.
Porque inteiramente completam -se
Eu e tu
Nós.
Melado?O é ,
Mas todo amor é doce
E eu sou uma formiga a tua procura.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Liana.
Há 20 anos calejados neste corpo,
Branco, quente, criança,
Tão inocente como ontem
Em um hoje de incertezas.
Esta carcaça jovem
É um livro em páginas incompletas
As marcas de cada um que por mim passa
E outras tantas que o tempo revela.
Há registros de mulequices nos joelhos
E da maternidade em tantas partes,
Memórias entrenhadas na pele
Nos olhos,
A caixa de intensos segredos.
A vida penetra
Neste ponteiros teimosos,
Cochicham
O quanto tudo de mim espera,
O quanto de Liana há de desabrochar.
Branco, quente, criança,
Tão inocente como ontem
Em um hoje de incertezas.
Esta carcaça jovem
É um livro em páginas incompletas
As marcas de cada um que por mim passa
E outras tantas que o tempo revela.
Há registros de mulequices nos joelhos
E da maternidade em tantas partes,
Memórias entrenhadas na pele
Nos olhos,
A caixa de intensos segredos.
A vida penetra
Neste ponteiros teimosos,
Cochicham
O quanto tudo de mim espera,
O quanto de Liana há de desabrochar.
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